Notícias ferroviárias de Cuba e da Coréia

Não importa se a tecnologia é cara, ou se é barata, o importante é usar o modo de transporte mais adequado. A URSS foi uma nação dependente da ferrovia e hoje o uso do automóvel é crescente, enquanto na América Latina o transporte ferroviário de passageiros parou nos anos 30 – com honrosas excessões.

De Cuba chega a boa surpresa da aquisição de 300 trens de passageiros para o transporte ferroviário.  Não são veículos sofisticados, mas podem chegar a 100 km/h, são econômicos, confiáveis e baratos. Parecido com o que precisamos.

Enquanto isso, do outro lado do mundo, o congresso mundial de levitação na Coréia receberá seus participantes com o Maglev coreano fazendo sua inauguração mundial e este será o primeiro trem de levitação magnético desde que os alemães implantaram na China a ligação do aeroporto com o centro de Shangai em 2004.

O Brasil é um dos países pioneiros em tecnologia do trem magnético graças ao pioneirismo de juntar os supercondutores com o Maglev dando origem ao MaglevCobra e, não por acaso, o congresso mundial de levitação que aconte agora em outubro na Coréia será realizado no Rio de Janeiro em outubro do ano que vem. 

Interessante observar que enquanto os gastos com o projeto coreano são da ordem de US$ 400 milhões, os brasileiros receberam para implantação R$10,5 milhões!! O MaglevCobra é capaz de fazer curvas com raio de 30 metros, vencer rampas de 15%, custo energético oito vezes menor do que o ônibus, baixíssima emissão de poluentes, mesmo assim longe das cidades, e ainda custo de implantação de 1/3 do metrô. Esse é um meio de transporte que as grandes cidades brasileiras precisam.

A ONGtrem mantém o pioneirismo por organizar uma viagem a Cuba para conhecer o esforço para manter os trens de passageiros funcionando e por  trazer em BH o Eng. Eduardo David da equipe que está implantando o Maglev Cobra no Brasil. 

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